Refluxo: 5 Maneiras Práticas de Aliviar os Sintomas

Refluxo: 5 Maneiras Práticas de Aliviar os Sintomas

O refluxo gastroesofágico é uma condição comum que ocorre quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, causando desconforto e uma série de sintomas. Os sinais mais frequentes incluem azia, queimação, gosto amargo na boca, regurgitação, desconforto após as refeições e irritação na garganta. Esses sintomas podem afetar significativamente a qualidade de vida, mas algumas mudanças simples na rotina podem ajudar a amenizar esses incômodos.

O gastroenterologista Dr. Paulo Roberto Bertoletto explica que o diagnóstico do refluxo é clínico, podendo ser complementado por exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria ou manometria esofágica, especialmente em casos persistentes. Ele alerta que, se os sintomas forem frequentes, como crises, dificuldade para engolir, perda de peso ou dor intensa, é essencial procurar um especialista, pois o refluxo pode levar a complicações mais sérias, como inflamações no esôfago.

Embora muitas pessoas optem pela automedicação, é importante lembrar que o refluxo pode se tornar crônico se não for tratado adequadamente. Para ajudar os pacientes, o médico destaca cinco cuidados práticos que podem ser adotados no dia a dia para aliviar os sintomas.

1. Evitar Refeições Volumosas Próximas da Hora de Dormir

Uma das principais recomendações é evitar refeições grandes antes de dormir. Comer em excesso ou se deitar logo após as refeições pode facilitar o retorno do conteúdo gástrico. O ideal é optar por refeições menores e esperar pelo menos duas a três horas antes de se deitar, permitindo que a digestão ocorra de maneira mais eficaz.

2. Reduzir Alimentos e Bebidas que Aumentam a Acidez

Alguns alimentos e bebidas são conhecidos por aumentar a acidez do estômago e piorar os sintomas do refluxo. Café, álcool, frituras, comidas muito gordurosas, chocolate, menta, cebola crua e bebidas cítricas estão entre os principais vilões. A sugestão não é eliminar completamente esses itens, mas sim identificar quais são os gatilhos pessoais e moderar seu consumo.

3. Manter um Peso Adequado

O peso excessivo, especialmente na região abdominal, pode aumentar a pressão sobre o estômago e favorecer o refluxo. Pequenas reduções de peso podem resultar em alívio significativo dos sintomas. Incorporar uma rotina de exercícios e uma alimentação balanceada pode ser uma estratégia eficaz para manter um peso saudável e reduzir os episódios de refluxo.

4. Elevar a Cabeceira da Cama

Uma dica prática para quem sofre de refluxo noturno é dormir com a cabeceira da cama elevada entre 10 e 15 cm. Isso ajuda a reduzir a gravidade do retorno do ácido para o esôfago, minimizando os episódios de refluxo durante a noite. Essa simples alteração no ambiente de sono pode fazer uma grande diferença no conforto do paciente.

5. Evitar o Uso Contínuo de Antiácidos sem Orientação Médica

O uso prolongado de antiácidos sem acompanhamento médico pode mascarar sintomas de condições mais graves. Embora medicamentos como antiácidos e inibidores de bomba de prótons possam ser úteis, é crucial utilizá-los corretamente e por um período adequado. A automedicação pode levar a complicações e um tratamento inadequado.

O Dr. Bertoletto enfatiza que o refluxo gastroesofágico é uma condição tratável e que mudanças no estilo de vida, combinadas com acompanhamento médico, geralmente resultam em melhorias significativas. É fundamental que os pacientes não normalizem episódios frequentes de azia, pois o refluxo não tratado pode impactar negativamente a qualidade de vida e, em casos avançados, levar a complicações mais sérias.

Assim, ao adotar essas práticas simples e manter um diálogo aberto com profissionais de saúde, é possível gerenciar os sintomas do refluxo e melhorar a saúde gastrointestinal. Se você está enfrentando problemas relacionados ao refluxo, não hesite em procurar orientação médica para um tratamento adequado.


Observação Importante: As informações aqui apresentadas não substituem a avaliação ou o acompanhamento profissional. Sempre consulte um médico ou especialista em saúde para orientações personalizadas.

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