Mulher com dor abdominal durante a menstruação, sintoma que pode estar relacionado à endometriose intestinal.

Diarreia e dor para evacuar no período menstrual podem ser endometriose intestinal?

Por Dr. Alexandre Bertoncini, cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista, CRM-SP 129589, RQE 37039, RQE 34120.

Introdução

Sim, diarreia e dor para evacuar durante o período menstrual podem estar relacionadas à endometriose intestinal, principalmente quando os sintomas se repetem em vários ciclos e aparecem junto com dor para evacuar, cólicas intensas ou distensão abdominal. No entanto, essa diarreia durante a menstruação também pode ocorrer sem endometriose, devido às alterações hormonais próprias do ciclo. Na verdade, cerca de 60% das mulheres apresentam uma alteração para evacuações mais frequentes e amolecidas no período menstrual, ao passo que cerca de 40% delas apresentam uma tendência a constipação no mesmo período

A relação entre diarreia e endometriose intestinal deve ser analisada com cuidado porque diferentes condições podem provocar sintomas semelhantes. A frequência, a intensidade, a duração e a associação com o ciclo menstrual ajudam o médico a direcionar a investigação. Continue a leitura e entenda ao longo deste artigo por que o intestino pode funcionar de forma diferente durante a menstruação, quais sinais aumentam a suspeita de endometriose e quando procurar avaliação especializada.

Por que a menstruação pode causar diarreia?

A diarreia durante a menstruação pode acontecer mesmo em mulheres que não apresentam endometriose. Uma das principais razões está na produção de prostaglandinas, substâncias que ajudam o útero a se contrair para eliminar o fluxo menstrual.

Essas substâncias também podem agir sobre o intestino e acelerar seus movimentos. Por isso, algumas mulheres percebem fezes mais amolecidas, aumento da frequência das evacuações, cólicas abdominais e maior urgência para ir ao banheiro, principalmente nos primeiros dias do ciclo ou no dia que antecede a menstruação.

A presença isolada de diarreia no início da menstruação não significa, por si só, que exista endometriose. A investigação se torna mais importante quando o sintoma é intenso, recorrente, incapacitante, com presença de excesso de muco e/ou sangue, emagrecimento desmotivado ou aparece junto com dor pélvica, dor para evacuar ou outras alterações intestinais relacionadas ao ciclo.

O que é endometriose intestinal?

A endometriose intestinal ocorre quando lesões formadas por tecido semelhante ao endométrio se desenvolvem sobre o intestino penetrando por suas camadas. O endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero, enquanto as lesões da endometriose se localizam fora da cavidade uterina e não chegam a ser idênticas ao endométrio.

A doença provoca um processo inflamatório crônico e sofre influência das oscilações hormonais do ciclo menstrual. Por isso, os sintomas podem se intensificar antes ou durante a menstruação.

O comprometimento intestinal aparece com maior frequência no reto e no sigmoide, regiões localizadas na parte final do intestino grosso e próximas aos órgãos reprodutivos pélvicos. A localização, a profundidade e a extensão das lesões de endometriose influenciam diretamente os sintomas, não sendo obrigatório ter lesões intestinais para a paciente apresentar sintomas intestinais. Mesmo naquelas mulheres que realmente apresentam endometriose invadindo o intestino, seus sintomas não costumam ser relacionados diretamente a este fato e estarem sim relacionados à própria endometriose e o impacto que essa doença causa sobre os nervos da pelve gerando os mais diferentes sintomas característicos desta doença.

Algumas pacientes apresentam dor para evacuar no período menstrual, distensão abdominal, prisão de ventre, diarreia ou alternância entre esses quadros. Outras podem ter lesões intestinais sem sintomas digestivos evidentes.

Assista ao vídeo e entenda tudo sobre Endometriose Intestinal com o Dr. Alexandre Bertoncini, médico cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista com Doutorado pela USP em Endometriose Intestinal:


Qual é a relação entre diarreia e endometriose intestinal?

A relação entre diarreia e endometriose intestinal envolve principalmente a inflamação provocada pelas lesões e a interferência no funcionamento do órgão.

Durante o período menstrual, as alterações hormonais podem aumentar a sensibilidade e a inflamação na pelve, especialmente sobre os nervos da pelve que comandam o funcionamento dos órgãos pélvicos como o aparelho reprodutor feminino, bexiga e reto. Quando existem lesões próximas ao intestino ou infiltrando sua parede, essa resposta pode intensificar cólicas, dor para evacuar e mudanças no hábito intestinal.

Lesões mais profundas também podem atingir a musculatura da parede intestinal. Esse comprometimento pode modificar os movimentos do intestino e dificultar a passagem das fezes em casos extremos. Por esse motivo, algumas mulheres apresentam constipação, outras têm diarreia e algumas alternam entre os dois sintomas.

Entre as manifestações que podem ocorrer estão:

  • Dor para evacuar no período menstrual
  • Diarreia ou prisão de ventre
  • Alternância entre diarreia e constipação
  • Distensão abdominal
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Dor pélvica
  • Muco nas fezes
  • Sangramento retal relacionado à menstruação, embora seja raro

Os sintomas variam bastante entre as pacientes. O tamanho das lesões não é o único fator determinante. A profundidade, a localização, as aderências e a resposta inflamatória individual também influenciam a intensidade do quadro.

Como saber se a diarreia na menstruação pode indicar endometriose?

A relação repetitiva entre os sintomas intestinais e o ciclo menstrual é um dos sinais que mais merecem atenção.

A suspeita aumenta quando a diarreia começa nos dias que antecedem a menstruação, piora durante o fluxo e diminui após esse período. O padrão se torna ainda mais relevante quando se repete por vários meses.

Também é importante observar se a diarreia aparece junto com:

  • Cólicas menstruais intensas ou que pioram com o tempo
  • Dor para evacuar durante a menstruação
  • Dor profunda durante ou após as relações sexuais ou durante o orgasmo
  • Sintomas urinários durante o período menstrual
  • Dor pélvica fora do período menstrual
  • Distensão abdominal frequente
  • Alternância entre diarreia e constipação
  • Sangue nas fezes relacionado ao ciclo
  • Dificuldade para engravidar

A presença de apenas um desses sintomas não confirma endometriose intestinal. Diferentes doenças podem causar alterações semelhantes, e a intensidade da dor nem sempre acompanha a extensão das lesões.

*Relatar ao médico em quais dias os sintomas aparecem, quanto tempo duram e como interferem na rotina pode ajudar a identificar padrões importantes durante a avaliação.

Diarreia na menstruação sempre significa endometriose intestinal?

Não. A diarreia durante a menstruação pode ocorrer como uma resposta do organismo às mudanças hormonais e à ação das prostaglandinas.

Além disso, outras condições podem causar dor abdominal e alterações nas evacuações. Entre elas estão a síndrome do intestino irritável, infecções gastrointestinais, intolerâncias alimentares, efeitos de medicamentos, doenças inflamatórias intestinais, entre outros.

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável pode causar dor abdominal, gases, diarreia, constipação ou alternância entre esses sintomas. Alimentação, estresse, sono e outros fatores do cotidiano podem influenciar as crises.

Na endometriose, o padrão de piora próximo da menstruação pode levantar suspeita, especialmente quando há cólica intensa, dor pélvica ou dor para evacuar. Ainda assim, a síndrome do intestino irritável e a endometriose podem existir ao mesmo tempo e mulheres com endometriose são diagnosticadas com a existência também de síndrome do intestino irritável até 4 vezes mais frequentemente que mulheres sem endometriose, embora as doenças não tenham relações diretas identificadas entre si.

Infecções e intolerâncias alimentares

Uma diarreia que começa de forma súbita, acompanhada de febre, vômitos ou mal-estar, pode estar relacionada a uma infecção gastrointestinal e costuma durar alguns dias, como acontece em uma gripe habitual.

As intolerâncias alimentares costumam provocar sintomas após o consumo de determinados alimentos. Nesses casos, a alteração intestinal tende a manter relação mais clara com a alimentação do que com o ciclo menstrual.

Doenças inflamatórias intestinais

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa podem causar diarreia persistente, dor abdominal, sangue nas fezes, aumento do muco nas fezes, cansaço e perda de peso involuntária.

Esses sinais precisam ser avaliados independentemente do período menstrual. A diferenciação entre as possíveis causas depende da análise dos sintomas, do exame físico e, quando necessário, de exames complementares.

Como é feito o diagnóstico da endometriose intestinal?

O diagnóstico começa com uma avaliação do histórico da paciente. O médico procura entender quando os sintomas surgiram, como se relacionam com o ciclo menstrual, se estão piorando e quanto interferem na rotina.

Também são avaliados a intensidade das cólicas, a presença de dor durante as relações sexuais, alterações intestinais, histórico ginecológico, tentativas de gravidez, cirurgias anteriores e outros sintomas associados.

O exame físico e os exames de imagem ajudam a identificar lesões e a avaliar a extensão da doença. A cirurgia não é obrigatoriamente o primeiro passo para todas as pacientes.

Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal

A ultrassonografia transvaginal especializada pode identificar lesões profundas, aderências e alterações em regiões próximas ao reto e ao sigmoide. Avalia também outras áreas intestinais frequentemente acometidas como o apêndice, íleo (parte final do intestino delgado) e ceco (início do intestino grosso).

O preparo intestinal facilita a visualização das estruturas pélvicas. A qualidade do exame depende tanto da técnica utilizada quanto da experiência do profissional que realiza a avaliação.

Ressonância magnética da pelve

A ressonância magnética pode mostrar a localização, a extensão e a profundidade das lesões, assim como a ultrassonografia transvaginal especializada, embora cada exame tenha uma particularidade e possa ser necessário fazer os dois em alguns casos.

O exame é especialmente útil quando existe suspeita de endometriose profunda ou comprometimento de diferentes órgãos como os nervos laterais pélvicos e o diafragma, por exemplo. As informações obtidas também podem contribuir para o planejamento do tratamento.

Colonoscopia

A colonoscopia avalia principalmente a parte interna do intestino. Como a endometriose geralmente começa nas camadas externas e avança em direção à parede intestinal, o exame costuma ser normal mesmo quando existem lesões.

A colonoscopia pode ser indicada para investigar sangue nas fezes, alterações persistentes do hábito intestinal ou outras doenças do cólon. No entanto, um resultado normal não exclui endometriose intestinal.

Qual é o papel do coloproctologista na endometriose intestinal?

O coloproctologista participa da avaliação quando há suspeita de comprometimento do intestino, especialmente diante de dor para evacuar, alterações persistentes do hábito intestinal ou lesões identificadas nos exames de imagem. Em conjunto com o ginecologista, esse especialista ajuda a definir a extensão da doença, excluir outras causas para os sintomas e planejar o tratamento clínico ou cirúrgico. 

Quando diarreia e dor menstrual precisam de avaliação médica?

Diarreia e dor menstrual merecem avaliação quando se repetem com frequência, pioram progressivamente ou passam a interferir no trabalho, nos estudos, no convívio social ou nas atividades diárias.

Cólicas muito fortes e incapacitantes não devem ser tratadas como uma parte inevitável da menstruação. Ter dor não é normal.

Também é importante procurar atendimento diante de sinais como:

  • Sangue nas fezes
  • Necessidade de evacuar durante o período da noite (enquanto dormindo)
  • Febre
  • Desidratação
  • Vômitos persistentes
  • Perda de peso sem explicação
  • Diarreia prolongada
  • Dor abdominal intensa ou diferente do habitual
  • Dificuldade para se alimentar
  • Desmaio ou fraqueza importante

Esses sinais não indicam necessariamente endometriose, mas precisam ser investigados para afastar outras condições e definir a conduta adequada.

Como é o tratamento da endometriose intestinal?

O tratamento da endometriose intestinal é definido de forma individual. A escolha considera a intensidade dos sintomas, a localização e a profundidade das lesões, a idade da paciente, o desejo de engravidar e o impacto da doença na qualidade de vida, além da localização em 4 situações específicas que obrigam a cirurgia independente dos fatores já mencionados.

Nem todas as pacientes precisam de cirurgia. Em muitos casos, o tratamento clínico e o acompanhamento regular podem controlar os sintomas de forma adequada. Habitualmente, apenas 10% das mulheres com endometriose irão precisar de tratamento cirúrgico para o controle da doença.

Tratamento clínico

Os medicamentos hormonais podem reduzir ou suspender a menstruação. Com isso, diminuem a estimulação cíclica das lesões e podem aliviar a dor e as alterações relacionadas ao período menstrual.

Analgésicos e outras medidas como dietas anti-inflamatórias e a prática regular de atividade física também podem ser utilizados para controle dos sintomas, sempre de acordo com a orientação médica.

O tratamento clínico pode ser indicado quando não existem sinais de obstrução intestinal ou acometimento de órgão de risco como ureteres, apêndice e íleo terminal, quando os sintomas são controláveis e quando não há necessidade imediata de uma abordagem cirúrgica.

O acompanhamento continua sendo importante para verificar a resposta ao tratamento e identificar eventuais mudanças no quadro.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia pode ser considerada quando os sintomas permanecem intensos apesar do tratamento clínico, quando há comprometimento intestinal importante, quando há comprovação de infertilidade em algumas paceintes ou quando as alterações anatômicas específicas exigem correção.

A técnica depende do tamanho, da profundidade e da localização das lesões. Em alguns casos, é possível remover apenas a área superficial. Em outros, pode ser necessário retirar uma pequena porção da parede intestinal ou uma até uma pequena parte do intestino.

A decisão deve ser tomada após avaliação especializada, considerando benefícios, riscos, alternativas e os objetivos da paciente. Sempre que possível, o planejamento deve envolver uma equipe com experiência no tratamento da endometriose profunda.

O que observar antes da consulta?

Registrar os sintomas pode ajudar o médico a compreender melhor a relação entre diarreia, dor e ciclo menstrual.

Durante dois ou três ciclos, pode ser útil anotar:

  • O dia em que a diarreia começou
  • A duração dos episódios
  • A frequência das evacuações
  • A presença de dor para evacuar
  • A intensidade das cólicas
  • A ocorrência de sangue ou muco nas fezes
  • Os alimentos consumidos antes dos sintomas
  • Se ocorrem durante a noite (paciente despertada para evacuar)
  • Os medicamentos utilizados
  • O impacto das alterações na rotina

Esse registro não confirma o diagnóstico e não substitui a consulta. A principal finalidade é organizar informações que podem contribuir para uma investigação mais precisa.

Restou alguma dúvida?

Toda diarreia durante a menstruação indica endometriose intestinal?

Não. A diarreia menstrual também pode ocorrer devido às alterações hormonais e à ação das prostaglandinas sobre o intestino. A endometriose deve ser considerada quando os sintomas são frequentes, intensos, progressivos ou associados a outros sinais pélvicos.

Quais sintomas intestinais podem aparecer na endometriose?

Os sintomas podem incluir diarreia, prisão de ventre, alternância entre os dois quadros, dor para evacuar, distensão abdominal, gases e sensação de evacuação incompleta. Em casos menos frequentes, pode ocorrer sangue nas fezes relacionado ao ciclo menstrual.

Como é a dor causada pela endometriose intestinal?

A dor pode aparecer no abdômen, na pelve ou durante a evacuação. Geralmente, ela piora nos dias anteriores ou durante a menstruação e pode vir acompanhada de cólicas intensas, desconforto nas relações sexuais e alterações intestinais.

É possível ter endometriose intestinal mesmo sem cólicas menstruais muito fortes?

Sim. A intensidade das cólicas varia bastante entre as pacientes. Algumas mulheres apresentam principalmente sintomas intestinais, como dor para evacuar, diarreia, prisão de ventre ou distensão abdominal, sem perceber cólicas consideradas intensas.

A diarreia causada pela endometriose melhora depois da menstruação?

Em algumas pacientes, sim. Os sintomas podem diminuir após o fim do fluxo menstrual. No entanto, mulheres com doença mais extensa ou inflamação persistente também podem apresentar alterações intestinais em outras fases do ciclo.

A intensidade da diarreia indica o tamanho das lesões de endometriose?

Não. Lesões pequenas podem causar sintomas importantes, enquanto alterações mais extensas podem provocar poucas manifestações. A localização, a profundidade, a inflamação e a sensibilidade individual também influenciam o quadro.

Como diferenciar endometriose intestinal de síndrome do intestino irritável?

A endometriose costuma apresentar uma relação mais clara com o ciclo menstrual e pode causar dor pélvica, dor para evacuar e cólicas intensas. A síndrome do intestino irritável pode variar conforme alimentação, estresse e outros fatores, mas as duas condições podem frequentemente coexistir.

A alimentação pode piorar a diarreia associada à endometriose intestinal?

Pode. Alguns alimentos podem aumentar gases, distensão, cólicas ou acelerar o funcionamento intestinal. No entanto, mudanças alimentares não tratam as lesões de endometriose e devem ser orientadas de acordo com as necessidades de cada paciente.

A melhora dos sintomas com anticoncepcional confirma endometriose intestinal?

Não. A redução dos sintomas com tratamento hormonal pode reforçar a suspeita, mas não confirma o diagnóstico. Outras condições também podem melhorar com a diminuição ou suspensão da menstruação.

Quais exames podem identificar a endometriose intestinal?

A investigação pode incluir ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve. A escolha depende dos sintomas e da avaliação médica. A colonoscopia pode ser normal porque muitas lesões começam na parte externa do intestino.

Quando a diarreia e a dor menstrual precisam de avaliação médica?

A avaliação é importante quando os sintomas se repetem, pioram com o tempo, prejudicam a rotina ou aparecem com dor para evacuar, sangue nas fezes, perda de peso, febre ou diarreia persistente. Esses sinais precisam ser investigados, mesmo que a causa não seja endometriose.

A endometriose intestinal tem tratamento?

Sim. O tratamento pode incluir medicamentos hormonais, controle da dor, dieta anti-inflamatória, prática habitual de atividades físicas, acompanhamento clínico e cirurgia em situações específicas. A escolha depende da intensidade dos sintomas, da profundidade das lesões, do desejo de engravidar e do impacto na qualidade de vida.

Coloproctologista e Cirurgião do Aparelho Digestivo em SP | Dr. Alexandre Bertoncini

Diarreia e dor no período menstrual podem ocorrer por causa das alterações hormonais normais do ciclo, mas também podem estar associadas à endometriose intestinal. A repetição dos sintomas em diferentes ciclos, a piora durante a menstruação e a presença de dor para evacuar, cólicas intensas ou distensão abdominal aumentam a necessidade de investigação.

A relação entre diarreia e endometriose intestinal não pode ser confirmada apenas pelos sintomas. A avaliação clínica e os exames de imagem ajudam a diferenciar a endometriose de outras condições ginecológicas e gastrointestinais.

Caso as alterações intestinais sejam frequentes, progressivas ou prejudiquem a rotina, uma consulta com profissionais familiarizados com endometriose pode esclarecer o quadro e orientar a conduta mais adequada.

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